quarta-feira, 18 de março de 2015

O dia em que eu andei de ônibus.

O dia em que eu andei de ônibus pela primeira vez depois de 10 anos.

  Em algum momento da vida, você vai ter que pegar um ônibus.
no meu caso, eu andava quando eu tinha por volta dos 4 ou 5 anos.. A minha mãe é aquele tipo de mãe Coruja, você só pode sair de casa com alguém que ela conhece e que é de confiança, aquela mãe que liga de cinco em cinco minutos para saber o que está acontecendo, aquela mãe que deixa no lugar e te pega no lugar... Eu acho que minha mãe estava meio cansada de ser assim, em uma das minhas típicas quartas-feiras que tenho ensaio na Igreja e me disse para ir de ônibus. Sozinha.

  Eu não sou aquele tipo de pessoa medrosa, mas depois de 10 anos que não se pisa em um transporte público aquele friozinho aparece na barriga. Peguei as minhas coisas (muitas coisas) e fui em direção ao ponto. Já no ônibus, depois de pagar o trocador e dar boa tarde a ele e ao motorista, tentei andar até o lugar onde eu queria me sentar, teria dado certo. Se eu não tivesse caído. Quem me conhece sabe que eu sou a pessoa mais tímida do universo e que eu sinto vergonha à toa, e com isso, nada como aquela boa e velha sensação de estar parecendo um pimentão de tão vermelha. 

  Depois de mais ou menos vinte minutos, o ônibus entrou na Avenida João César, onde fica a minha igreja. Quando estava chegando no ponto no qual eu tinha que descer, eu me dei conta que eu tinha que puxar a cordinha que fica no teto do ônibus. OK mais um problema. Um pequenino problema chamado altura, que eu não tenho. Na tentativa de usar meus 1,48 metros de altura, no mínimo faltava alguns bons 40 centímetros para eu poder alcançar a cordinha. Nisso eu já perdi o ponto que eu deveria descer, já estava chegando o próximo e nada de eu conseguir.. Foi ai que eu tive a brilhante ideia de subir no banco para poder alcançar, e advinha... Obviamente passei mais vergonha. 
Eu, com certeza, teria caído que nem um tomate cai de um prédio, se não fosse por um menino que se chama Guilherme (OBRIGADA GUILHERME), que tinha acabado de entrar no ônibus e me segurou. Quando percebi que alguém tinham me segurado, eu já tava vermelha de vergonha. Quando eu vi que era um menino eu fiquei azul... e quando eu reparei que ele era um deus grego ....... acho que eu tinha virado um arco-íris.,

  Ele puxou a cordinha pra mim (OBRIGADA MAIS UMA VEZ), e eu desci do ônibus, um quarteirão e meio pra cima da igreja... quem mora em contagem, MG, sabe que os quarteirões virados para a João César são absurdamente grandes e os passeios da Avenida são cheios de pequenas escadas e rampinhas. Uma coisa é certa, eu + um milhão de partituras + baquetas + meu desastre + escada, certamente resulta em coisa ruim. Do percurso de onde eu desci até a minha igreja, eu perdi 2 partituras, ralei a mão e quase perdi as baquetas quando elas foram parar no meio de uma das vias da avenida.
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Bom, essa foi a história de hoje!
espero que tenham rido um pouquinho de mim e se divertido também.

Beijos, 
Meytal.

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